CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO
Segunda-feira, 9 de dezembro de 2013.
Neste sábado (7/11) os moradores da Subprefeitura de Pinheiros debaterem a revisão do Plano Diretor Estratégico (PDE) da cidade. Durante a audiência pública, realizada na Faculdade Sumaré, muitas pessoas da região manifestaram preocupação com a crescente cobiça do mercado imobiliário pelo bairro, que concentra algumas das áreas mais valorizadas da cidade.
“Pinheiros é um bairro originalmente residencial que em que houve uma certa migração de uso característico de áreas centrais. Então, hoje, os quatro distritos que compõem o bairro são o principal polo de empregos da cidade”, comentou o subprefeito Angelo Filardo.
Morador da Vila Madalena, um dos distritos da subprefeitura, o arquiteto Francisco Scagliusi acredita que o adensamento da região atingiu seu limite.
“Existem fortes interesses comerciais, redes de bares, restaurantes, lojas, prestadores de serviço em geral que estão vindo para a Vila Madalena. Isso tem causado um impacto no bairro que, se não for regulado, se não houver normas de conduta pode gerar um impacto do ponto de vista urbano e ambiental”, acredita Scagliusi.
Para o diretor de informações da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU), Tomas Wissenbach, o texto do PDE contempla a demanda dos moradores por um adensamento responsável, pois orienta a construção de novos edifícios para áreas com uma boa rede de transporte público.
“É importante deixar claro que o Plano Diretor reconhece as Zonas Exclusivamente Residenciais, mantém essas zonas como áreas exclusivamente residenciais”, afirmou Wissenbach. “A proposta do plano é justamente rebaixar o coeficiente de aproveitamento do solo no miolo dos bairros e procurar induzir o adensamento ao longo dos eixos de mobilidade.”
A reunião foi presidida pelo vereador Andrea Matarazzo (PSDB), que critica a ideia de concentrar ainda mais os empreendimentos nas áreas centrais da cidade. Na opinião do tucano, essas regiões já estão saturadas e o sistema de transporte não comportaria a demanda decorrente de um adensamento ainda maior.
No entanto, Matarazzo acredita que a Câmara irá corrigir essa distorção. “O papel do empreendedor é justamente construir o máximo possível onde é bom para ele. E o papel do poder público é arbitrar isso, não deixar que a vontade do empreendedor vá até um ponto que prejudique a comunidade”, afirmou o parlamentar durante o evento.
O calendário com as datas e locais das próximas audiências públicas está disponível no hotsite do Plano Diretor. Na página, também é possível ver o projeto em tramitação e contribuir com a formulação do texto, que deve ser votado no início do próximo ano.
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