Uma importante pesquisa sobre o mercado imobiliário é realizada semestralmente em São José dos Campos para traçar um panorama da cidade, seu crescimento, áreas mais demandadas e perfil da construção civil na atualidade. A pesquisa é realizada pela Associação das Construtoras do Vale do Paraíba (Aconvap) com o apoio da regional do Secovi-SP no Vale do Paraíba.

Os dados do último semestre foram divulgados no dia 17 de fevereiro, com informações referentes ao período de julho a dezembro de 2013, levantados junto a aproximadamente 120 empresas associadas da entidade. Entre as informações divulgadas na pesquisa estão os números de empreendimentos em construção ou lançamento nas cidades de São José dos Campos e Jacareí, demanda de habitações, crescimento populacional, velocidade de vendas e também dados sobre a distribuição imobiliária nas cidades, considerando região e tipo de imóvel.

Destaque para o levantamento e a grande redução do número de lançamentos em São José dos Campos, resultado da atual Lei de Zoneamento, que já está sendo reformulada devido às restrições que impedem o desenvolvimento da cidade. A pesquisa imobiliária revela que o estoque atual de unidades residenciais disponíveis não atende à demanda futura, o que provocará um desequilíbrio entre oferta e procura e terá como consequência o aumento de preços.

Dados mostram uma redução de 19,94% no estoque de apartamentos novos no segundo semestre do ano passado. Em junho de 2013, cerca 3.500 unidades estavam em oferta e, em dezembro, apenas 2.802 unidades.

Em 2014 serão entregues 57 empreendimentos, com o total de 6.167 unidades, e em 2015 somente 18 empreendimentos serão entregues, totalizando 1.740 unidades residenciais.  Segundo a Aconvap, em 2013 apenas 8 empreendimentos foram aprovados pela Prefeitura Municipal de São José. Para suprir a demanda de São José dos Campos, serão necessárias mais 73 mil habitações até 2030.

O diretor regional do Secovi no Vale do Paraíba, Frederico Marcondes Cesar, explica que esse baixo número de empreendimentos aprovados no último ano, se comparado ao número de aprovações de anos anteriores, como em 2010 que foram mais de 200 liberações, reafirma a necessidade de uma mudança profunda e urgente na Lei de Zoneamento. “Os lançamentos que temos hoje são remanescentes da Lei de Zoneamento anterior. O que está sendo produzido hoje não é o suficiente para atender à necessidade da cidade e é preciso lembrar que após a mudança da lei, ainda será necessário um tempo para a readequação dos projetos, aprovação e obras”, ressalta.