CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO
Segunda-feira, 16 de dezembro de 2013.
Luiz França / CMSP

As Macrozonas de Proteção Ambiental e a Macroárea de Reestruturação foram tema da audiência pública do Plano Diretor Estratégico desta segunda-feira (16/12). Foi uma continuação do debate realizado no dia 9/12, e por isso não estava pautado no cronograma inicial da Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente.
Kazuo Nakano, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, apresentou um panorama das macroáreas no Projeto de Lei do PDE. Nele foi mostrado que a área de reestruturação e requalificação, que acompanham os rios Tietê e Pinheiros, sempre foram zonas de interesse.
“As marginais já concentram várias atividades não residenciais, principalmente a Tietê, que possui grandes estruturas de consumo. E convivem com características ambientais muito próprias, como os solos frágeis típicos de terrenos de várzea”, explicou Kazuo.
O secretário de Desenvolvimento Urbano, Fernando Melo Franco, completou: “no fundo, a macroárea é um velho instrumento estratégico”. O relator do PDE na Câmara, vereador Nabil Bonduki (PT), lembrou que o mapeamento feito na atual proposta é “herdeira” da macrozona similar no último Plano Diretor, e ambas são similares em perímetro.
Zona Norte
Durante a audiência pública, o vereador José Police Neto (PSD) falou em favor de uma “nova estruturação dos eixos para Região Norte”. Pra ele, “o Arco Tietê não permite o desenvolvimento” para essa parte da cidade.
“É verdade que a população é menor na Zona Norte, mas ainda assim tem é uma população com problemas de deslocamento”, argumentou o parlamentar. A opinião de Police Neto foi abraçada por Eduardo Della Mana, do Secovi, que propôs um novo traçado para a Macroárea de Reestruturação e uma Operação Urbana na região.
Região Metropolitana
José Police Neto também defendeu a necessidade de o PDE se aprofundar na sua relação com a região metropolitana de São Paulo. “Fica claro que muitas vezes que para o morador da extremidade está mais próximo o desenvolvimento do município vizinho. Vemos isso na região noroeste, para quem é difícil descer até a Lapa ou região central”, explicou.
Para Nabil Bonduki, a questão metropolitana é algo em que se deve “pensar e trabalhar mais”. “Poderíamos pensar em como cada um desses ramos se articula com demais municípios e com projetos específicos”, sugeriu. Entretanto, ele ponderou que o Plano Diretor Estratégico deve dizer “o que se espera de cada macroárea”, cabendo a planos mais específicos os detalhes.
(16/12/2013 – 15h14)
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