O cenário da comunicação dentro das empresas e como ele interfere no dia a dia das pessoas foram os temas da palestra da psicóloga Beth Martins, proferida no Encontro PQE de fevereiro, em 11/2. Segundo ela, o avanço tecnológico tem desencadeado mudanças constantes na vida e no trabalho das pessoas. Novos desafios surgem, as expectativas e a insegurança aumentam.
Para exemplificar, ela citou as diversas gerações que compõem o quadro de muitas empresas – baby boomers (nascidos entre 1946 e 1964), geração X (1965 – 1979) e geração Y (1980 – 2000) – que, muitas vezes, têm opiniões nem sempre convergentes.
A palestrante também falou sobre inteligência emocional, linguagem corporal (responsável por 55% de tudo o que comunicamos) e verbal, comunicação digital e suas ferramentas (e-mail, SMS, smartphones e teleconferências) e de que modo aproveita-las.
Além disso, os diferentes tipos de comunicadores também foram destacados pela palestrante. “O executor é focado em resultados. Ele tem fala ágil e vai direto ao assunto. O perfeccionista também é focado em resultados; mas sua fala é lenta e é preso a detalhes”, explicou. “O comunicador tem foco no relacionamento e adora falar; já o socializador, além de primar por relacionamento, também evita conflitos. É o famoso ‘veja bem’”, complementou.
Por fim, a psicóloga ressaltou de que maneira dar e receber feedback contribui para a construção de um ambiente de trabalho salubre. Segundo ela, “dar feedback é transmitir minha percepção sobre o outro, alimentando a relação, para que esteja sempre em desenvolvimento”. Já receber feedback é “conhecer a percepção do outro a meu respeito, para compreendê-la e verificar o quanto de sua percepção faz sentido”.
Segundo Beth, o feedback é positivo pois reconhece a competência de cada funcionário, identifica em conjunto ações de melhoria, reforça comportamentos importantes e alinha expectativas. Mas isso só dá resultado se esse crítica – positiva ou negativa – for dada ou recebida a tempo, em média, 12 horas após o acontecido.