Lideranças de diversos setores avaliam as consequências da redução da jornada de trabalho sem aprofundada análise

Manifesto assinado por 115 entidades, dentre elas o Secovi-SP, que também participou de mobilização empresarial, recomenda estudos técnicos

Com o objetivo de discutir a proposta de redução da jornada de trabalho, o Secovi-SP participou de reunião empresarial promovida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e pela Coalizão de Frentes do Setor Produtivo, dia 3/3, em Brasília. O encontro culminou na assinatura do “Manifesto pela Modernização da Jornada de Trabalho no Brasil: Emprego Formal, Produtividade e Qualidade de Vida”, levado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

“Modernizar a jornada não deve ser uma escolha binária entre qualidade de vida e atividade econômica. O desafio real é construir um caminho onde o trabalhador viva melhor sem que o emprego formal se torne um artigo escasso ou instável”, sinaliza o texto.

Para que a discussão avance, o documento propõe estudos técnicos e princípios como preservação do emprego, combate à informalidade, produtividade, diferenciação setorial/negociação coletiva, governança e diálogo. “O debate deve ser pautado por consenso entre trabalhadores, empregadores e poder público, longe do calor de disputas eleitorais.”

Na oportunidade, em nome do setor imobiliário e da construção, o Secovi-SP analisou os impactos negativos da redução da jornada sobre as atividades, com ênfase à elevação dos custos da habitação e à redução da remuneração de trabalhadores.

Para o Secovi-SP, é indispensável aprofundar os estudos técnicos e dimensionar precisamente como o fím da escala 6×1 irá afetar o desenvolvimento social e econômico do país.

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