O Secovi-SP participou, nos dias 4 e 5/11, do Agenda SP+Verde, evento promovido pelo Governo do Estado, Prefeitura de São Paulo e USP, que reuniu especialistas e gestores para discutir soluções climáticas e urbanas às vésperas da COP30. Realizado no Parque Villa-Lobos, o encontro reforçou a importância de integrar políticas públicas, planejamento urbano e inovação para enfrentar os efeitos crescentes da crise climática.

No painel “Arquitetando Resiliência: Urbanismo e Moradia na Pauta Climática”, a entidade esteve representada por Carlos Borges, vice-presidente de Tecnologia e Sustentabilidade do Secovi-SP, ao lado de Elisabete França (SMUL), Vladimir Iszlaji (ABRAINC) e Roberto Racanicchi (CREA-SP), com mediação de Paulina Achurra (Insper Lab Cidades).

Em sua participação, Borges destacou que os impactos das mudanças climáticas — como ilhas de calor e enchentes — já fazem parte da realidade de São Paulo e exigem um novo modelo de ocupação urbana. Para ele, promover o adensamento qualificado, incentivar o retrofit, utilizar melhor a infraestrutura existente e planejar edificações com critérios de sustentabilidade desde a concepção são caminhos essenciais para reduzir emissões e melhorar a qualidade de vida. Ele lembrou que o Secovi-SP tem levado essa visão para as discussões do PlanClimaSP e para contribuições técnicas relacionadas à Taxonomia Sustentável Brasileira e à eficiência energética dos edifícios.

O vice-presidente também chamou atenção para o peso da operação cotidiana das edificações nas emissões do setor. Citou que os condomínios funcionam como “microcidades”, com grande potencial de impacto ambiental, e que iniciativas recentes do Secovi-SP — como o encontro “Gestão de Resíduos e Clima: o condomínio como agente de transformação” — têm buscado apoiar síndicos e administradores na adoção de práticas sustentáveis.

Ao final, Borges reforçou que a construção de cidades resilientes depende tanto de boas políticas urbanas quanto da coordenação entre poder público, mercado e sociedade. “Resiliência urbana é resultado de escolhas: onde construir, como construir e como operar esses espaços ao longo do tempo”, afirmou.

Com a COP30 começando esta semana no Brasil, ganha ainda mais relevância o esforço de aproximar políticas públicas, setor imobiliário e sociedade em torno de cidades mais preparadas para os efeitos do clima. Nesse contexto, o Secovi-SP reafirma seu compromisso com soluções sustentáveis — seja apoiando políticas urbanas mais eficientes, estimulando a inovação ambiental ou promovendo práticas que contribuam para a descarbonização e para a melhoria da qualidade de vida nas cidades.