Com o objetivo de alinhar as demandas do mercado imobiliário e os processos de licenciamento, lideranças do Secovi-SP, empresários e gestores de fundos e desenvolvedores do segmento de galpões e condomínios logísticos se reuniram com a CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), no dia 20/5, para debater soluções focadas em previsibilidade, revisão de normativos e agilidade administrativa perante o forte crescimento do setor.

A indústria de logística e de fundos imobiliários vive um momento de forte expansão em São Paulo, registrando expressivos volumes de transações e taxas de vacância historicamente baixas. Contudo, o setor enfrenta gargalos relacionados aos limites de áreas de preservação exigidos, o tempo de tramitação de ritos normativos e a necessidade de desburocratização de processos como os de retrofit e de reabilitação de áreas urbanas.

O presidente do Secovi-SP, Jorge Cury Neto, destacou o amadurecimento histórico do mercado de capitais voltado ao setor imobiliário e enfatizou a postura construtiva que tem pautado a relação com o órgão ambiental. “É de extrema importância esta abertura de diálogo, esse contato com um segmento tão relevante como o de logística, que envolve vários fundos e players. A nossa interlocução com a CETESB tem sido cada vez mais regular. Dentro da incorporação imobiliária estas tratativas são constantes e nada mais natural que esse trabalho também avance para contribuir com a evolução do segmento logístico”.

O vice-presidente de Gestão Patrimonial e Locação do Secovi-SP, Adriano Sartori, detalhou o peso econômico dessa indústria e a urgência de adequar o ritmo produtivo à realidade do mercado. “Essa indústria de fundos imobiliários está colaborando de forma decisiva com o futuro. No ano passado, das transações ocorridas no mercado imobiliário, os fundos representaram cerca de 64% a 74% de todo o volume, consolidando-se como o grande funding para o desenvolvimento logístico. O estado de São Paulo conta com 475 parques industriais e cerca de 22 milhões de metros quadrados instalados. Diante dessa velocidade de absorção, a produção atual não está conseguindo atender à demanda existente, tornando fundamental discutirmos as dores e os gargalos de aprovação do setor”, destacou.

Em resposta às demandas apresentadas pelos participantes, o presidente da CETESB, Thomaz Miazaki de Toledo, ressaltou as ações recentes tomadas pela companhia para descentralizar e dar agilidade ao fluxo de análises. “Com a normativa de 2023, criamos réguas para deslocar a maioria dos projetos de galpões logísticos da Diretoria de Avaliação de Impacto para as agências ambientais, reduzindo o tempo de espera. Estamos abertos a trabalhar e revisar essas regras. Sem dúvida, o amparo em estudos e análises mais detalhadas serão fundamentais para acelerarmos este processo”, destacou o executivo.

Como encaminhamento prático da reunião, o Secovi-SP e os representantes do setor logístico comprometeram-se a estruturar um levantamento técnico para subsidiar a modernização das regras e a melhoria dos cortes operacionais de licenciamento ambiental.