Recém-chegado de uma viagem de trabalho aos Estados Unidos, o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes, recebeu jornalistas de diversos veículos de comunicação na sede da entidade nesta terça-feira (12/11), a partir das 17 horas. Além de elucidar detalhes sobre a colaboração do Secovi-SP com o Ministério Público do Estado de São Paulo, Claudio Bernardes foi enfático ao repudiar as suspeitas que recaíram sobre o Sindicato desde a noite do último domingo (10/11), quando o programa Fantástico (TV Globo) veiculou um áudio no qual um dos auditores fiscais da prefeitura, que está sendo investigado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, dizia ter mantido contato com “um cara do Secovi”, e que este teria prometido algum tipo de silêncio.

Bernardes afirmou que:

  • Nenhum membro da diretoria do Secovi-SP, nem qualquer pessoa autorizada pelo Sindicato, mantém ou manteve contato com os auditores fiscais suspeitos.
  • É do interesse do Sindicato que qualquer pessoa que tenha falado em nome do Secovi-SP com os referidos investigados seja devidamente identificada e punida judicialmente. Medidas nesse sentido estão sendo tomadas.
  • A orientação do Secovi-SP para as empresas sempre foi: procurar a Justiça caso surgissem empecilhos à obtenção do Habite-se; jamais compactuar com extorsão/corrupção.
  • Quando procurado pelo promotor Roberto Bodini, no dia 3 de setembro, o Secovi-SP prontamente realizou o que lhe foi pedido: orientou as empresas associadas ao Sindicato que, se porventura tivessem sido vítimas de achaques, procurassem o Ministério Público e denunciassem o fato. O Sindicato esteve com o MP em duas outras datas: 16 e 23 de outubro.
  • O Secovi-SP, em diversas ocasiões e nas gestões de diferentes partidos, sempre propôs ao Poder Executivo do Município de São Paulo que reformulasse o sistema de arrecadação do ISS, com o intuito de diminuir a discricionariedade dos fiscais.

Questionado se, porventura, o Sindicato não tinha conhecimento da atuação da quadrilha ou do cometimento de achaques contra empresas, Claudio Bernardes respondeu: “Como presidente do Secovi, este fato nunca chegou ao meu conhecimento”. O jornalista insistiu: “Mas nunca um amigo seu comentou nada a respeito?”. O presidente da entidade respondeu: “Sim, mas sem provas. Eu, particularmente, como empresário, nunca passei por nenhuma situação dessa natureza”. Inclusive, o presidente do Sindicato disse conhecer empresas que entraram na Justiça para obter liminar e, assim, a liberação do “Habite-se”.

Ao final do encontro, Claudio Bernardes afirmou que este momento difícil pode trazer pelo menos um resultado positivo: a criação do ambiente favorável, no âmbito do Poder Público, para que os diversos trâmites necessários à regularização de um empreendimento imobiliário sejam simplificados. Neste sentido, o Secovi-SP se mostrará mais uma vez proativo, colaborando com a Prefeitura na busca por um modelo que reduza a probabilidade de que fatos desta natureza se repitam.