Em 1991, e em atendimento à proposta do setor imobiliário, o governo estadual instituiu o Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais (Graprohab), com o objetivo de centralizar e acelerar os procedimentos administrativos na aprovação de empreendimentos de parcelamentos do solo para fins residenciais.

Ao congregar as autarquias e secretarias envolvidas no processo de aprovação legal, o Graprohab garantiu novo ritmo às aprovações de empreendimentos, beneficiando as localidades onde são instalados e possibilitando às empresas maior produtividade.

“Agora, defendemos a instalação desse tipo de colegiado também em nível municipal, com a criação do Graprourb (Grupo de Análise de Projetos de Urbanização)”, afirma o vice-presidente de Desenvolvimento Urbano e Loteamentos do Secovi-SP e também presidente da Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano (Aelo), Caio Portugal.

Conforme Portugal, estatísticas sobre o colegiado estadual demonstram que o grupo trouxe grande contribuição, servindo até como fonte de conhecimento. “Atualmente, por exemplo, é possível obter uma série de dados sobre os empreendimentos, incluindo o quanto se constrói e o quanto se preserva no Estado”, afirma.

Por ocasião da última Convenção Secovi, realizada em setembro último, a ideia foi bem recebida por secretários municipais de importantes cidades. “Confiamos que vamos avançar numa proposta que vem para desburocratizar e determinar prazos para análise e manifestação conjunta de representantes de secretarias e de todos os órgãos, concessionárias e outras entidades envolvidas na aprovação de projetos habitacionais de parcelamento do solo urbano e incorporações imobiliárias. Vale enfatizar que o que pretendemos é que seja um órgão único e não mais um ente da burocracia pública”, conclui.