
O centro continuará antigo e nostálgico, mas não velho
Conjugação de esforços está devolvendo aos paulistanos o coração da cidade de São Paulo
A regeneração urbana do centro de São Paulo, defendida pelo Secovi-SP, avança a passos largos. Um termômetro importante desse processo é o aumento da densidade demográfica na região. Conforme o Censo de 2022 (IBGE), a população local cresceu acima da média da cidade, impulsionada por incentivos à habitação e a projetos de retrofit.
Todo esse processo decorre do alinhamento estratégico entre as três esferas de governo. Em âmbito municipal, além de avanços na zeladoria — como a modernização da iluminação pública —, foram implementados programas especiais para atrair comércio, serviços e novos empreendimentos, com foco na reabilitação de antigas edificações.
O governo estadual, em uma parceria inédita com a Prefeitura — com ênfase à segurança pública —, delineou um projeto decisivo: o Novo Centro Administrativo, nos Campos Elíseos. A iniciativa fará com que 28 mil funcionários públicos passem a circular diariamente na área, tornando-se potenciais moradores. Já o governo federal estabeleceu linhas de crédito específicas para a requalificação de edifícios, equiparando, para fins de financiamento, os imóveis retrofitados aos novos.
Estima-se que entre 600 mil e 800 mil pessoas trabalhem regularmente na área da Subprefeitura da Sé. Além disso, cerca de 70% dos empregos formais da capital seguem concentrados no chamado “Centro Expandido”. Diante dessa transformação, os prognósticos para o desenvolvimento imobiliário, urbano e humano da região são extremamente promissores.