Coluna Secovi

O que esperar do cenário político em 2020

Basilio Jafet, Reinaldo Azevedo, Eduardo Oinegue e José Romeu Ferraz Neto
 

Fiabci-Brasil, Secovi-SP e Grupo Bandeirantes promoveram a tradicional mesa-redonda que, todo mês de dezembro, busca traçar as perspectivas para o ano seguinte. No último dia 2/12, o encontro reuniu dois dos principais comentaristas políticos da imprensa nacional: Eduardo Oinegue, apresentador do Jornal da Band e âncora do programa Band-News no Meio do Dia, e Reinaldo Azevedo, que comanda o noticiário político “O É da Coisa” (BandNews FM) e é responsável pelo mais antigo blog de política brasileira no portal UOL.

Basilio Jafet, presidente do Secovi-SP, ponderou que 2019 foi um ano interessante e surpreendente para a economia, que tem apresentado sinais de recuperação, e especialmente para o setor imobiliário. “Após cinco anos difíceis, o mercado retomou as vendas com muita força, graças a fatores como a solução para a questão dos distratos, o aumento no índice de confiança e a queda dos juros.”

Para o presidente da Fiabci-Brasil, José Romeu Ferraz Neto, a reação da construção civil impactou a geração de empregos (160 mil novos postos de trabalho), volume bem inferior à média de 1,6 milhão em 2014. “Um índice importante é o do consumo de cimento, que teve aumento de 9% em outubro último, comparado com igual período de 2018.” A situação tende a melhorar com PPPs e concessões. “O Brasil tem mais de 14 mil obras paradas, que precisam ser concluídas.”

Para Eduardo Oinegue, as perspectivas para 2020 dependerão muito da forma de se enxergar os fatos, sejam positivos ou negativos. “Podemos nos fixar nas excentricidades do presidente Bolsonaro ou dar atenção à política construtiva que vem promovendo, assim como os avanços, ou não, na economia e, particularmente, na área social, que carece de políticas claras. Temos dois anos pela frente, tempo para muitas realizações. A única coisa que não pode acontecer é uma instabilidade institucional, como a que vem ocorrendo em países vizinhos.”

“O governo brasileiro precisa descobrir os pobres”, aduziu Reinaldo Azevedo, que foi cuidadoso em fazer previsões. “A economia e o mercado imobiliário melhoraram, mas a partir de uma base muito ruim. O salário só voltará aos níveis de 2013 em 2024. O estilo do presidente cria dificuldades internas e externas. Só conseguimos aprovar a Reforma da Previdência graças ao tão maltratado Congresso Nacional. E ainda não se vê por parte do Executivo a preocupação em organizar uma boa base com os parlamentares”, afirmou.

Para Azevedo, é importante que o setor privado, faça a crítica necessária, que corrija. “A correção política é imprescindível para que outras reformas fundamentais sejam realizadas.” E acrescentou: “A imprensa existe para esclarecer as coisas, não para irritar ministros ou presidentes”.

Os debates foram intensos. A questão da prisão em segunda instância ensejou detalhada análise de aspectos constitucionais, pois implica modificar cláusula pétrea. A política econômica do ministro da Economia, Paulo Guedes, cuja agenda é apoiada pelos jornalistas, foi amplamente discutida, destacando-se a relevância do papel de Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, no encaminhamento das pautas.

Dentre vários temas relevantes, Oinegue questionou: que Brasil estamos construindo? “Não é o Brasil do juro alto ou baixo. Mas um Brasil frágil, o ovo da serpente que pode nos atingir: a perda de sua capacidade de sustentação, resultado direto do problema estrutural que temos na educação. Este é o maior desafio a ser enfrentado”, sentenciou. Mais informações no Portal Secovi.

5 de dezembro de 2019

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