Coluna Secovi

A tecnologia inserida no setor de shopping centers

Nabil Sahyoun*

Os varejistas de shopping centers estão fazendo investimentos cada vez mais substanciais em tecnologia, e o principal objetivo é melhorar as experiências dos clientes. Nos últimos anos introduziram robôs, espelhos com telas sensíveis ao toque, além de dispositivos de realidade virtual para atrair consumidores para suas lojas.

A meta é conseguir uma maior conexão com os consumidores, na expectativa de estimular mais atividades de compra e venda e, potencialmente, elevar o poder de negociação na hora de definir o aluguel cobrado dos varejistas. Não só os lojistas, mas os shopping centers usarão, de forma crescente, esta tal tecnologia para criar experiências customizadas e melhorar ainda mais as iniciativas de serviço para os clientes, além de criar ambientes agradáveis no seu interior.

Enquanto o cliente estiver passeando pelos corredores, os avanços tecnológicos chegam pertinho, interagindo nos celulares por causa, por exemplo, do uso de beacons (sinalizadores), além do oferecimento gratuito de Wi-Fi e a criação de aplicativos. A maioria é dirigida principalmente para a interação a partir dos celulares.

Um dos principais ganhos é que, ao monitorar os sinais dos celulares em um shopping, as empresas podem estudar o trajeto dos visitantes, a efetividade de anúncios em vitrines e verificar se a publicidade feita dentro do shopping atrai os consumidores.

Os investimentos feitos pelos shoppings também estão impulsionando todo um setor de “startups” que desenvolvem softwares e serviços, como mapas interativos dos shoppings e publicidade para dispositivos móveis, além de tecnologias que auxiliam as operações de segurança e a manutenção do empreendimento.

O ir e vir dos grandes shoppings também faz parte da experiência de compras, e ela pode ser bem frustrante (especialmente em grandes centros, como São Paulo). Se, ao chegar, o consumidor ainda encontrar problemas para estacionar, ele pode tornar a experiência bem menos agradável e até desistir de entrar.

Investir em tecnologias de estacionamento já é um grande passo. Atualmente, luzes verdes ou vermelhas sinalizam o preenchimento dizendo se há vagas ou não naquele andar. É ou não é mais prático e cômodo para o usuário?

Essas são algumas atividades que ocorrem com frequência para modernizar os shoppings e levar mais conforto e satisfação aos lojistas e aos consumidores. 

*Presidente da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), entidade parceira do Secovi-SP

Depois da lei, a bússola

 

Disponível para download gratuito no portal Secovi-SP, o Manual de Melhores Práticas para Multipropriedades Turísticas traz parâmetros para quem atua ou pretende atuar nesse mercado.

De acordo com Caio Calfat, vice-presidente de Assuntos Turísticos Imobiliários do Secovi-SP e presidente da ADIT Brasil (Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil), o setor atuou firmemente para produzir e aprovar a Lei 13.777/2018, que estabelece um arcabouço para produção, venda, operação e uso de multipropriedades.

“A legislação traz a segurança jurídica para quem produz e adquire dentro dessa modalidade. Porém, não assegura que o mercado atuará de forma adequada. Daí a importância do Manual, que funciona como bússola para que o segmento de multipropriedades se desenvolva de forma saudável e permanente”, afirma Calfat.

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